Brasileiro

Votos polêmicos: Veja quem apoiou a manutenção da atual gestão do Guarani

O presidente Palmeron Mendes Filho, que renunicou para não sofrer impeachmente, foi dos que votou pela permanência da gestão

Publicado em 02/12/2019
por Agência Futebol Interior
Anaílson Neves
Anaílson Neves

Campinas, SP, 02 (AFI) – Na Assembleia Geral de Sócios realizada nesta segunda-feira à noite no estádio Brinco de Ouro, que decretou a manutenção do presidente Ricardo Miguel Moisés no comando do Guarani, bem como os membros do Conselho de Administração (C.A), destacaram-se alguns votos polêmicos.

Como a eleição se deu por votação nominal, cada um dos sócios foi à frente e declarou sua intenção dizendo ‘sim’ ou ‘não’ ao impeachment - pedido de derrubado do presidente e do C.A..

Entre os votos polêmicos que estavam apoiando a atual administração do Guarani estavam o ex-diretor comercial Anaílson Neves, que foi obrigado a deixar o clube por ter comprovação de desvio de dinheiro do marketing do clube.

Palmeron Mendes Filho, presidente que renunciou para não sofrer impeachment, entrou pela porta dos fundos
Palmeron Mendes Filho, presidente que renunciou para não sofrer impeachment, entrou pela porta dos fundos

EX-PRESIDENTE XINGADO
O voto mais polêmico foi de Palmeron Mendes Filho, presidente que renunciou ao cargo em setembro para não sofrer um impeachment.

A renúncia de Palmeron, inclusive, beneficiou os demais integrantes do C.A., embora tenha sido forçada por uma pressão da Oposição.

A sua administração foi considerada altamente comprometedora ao clube.

DE FININHO

Evitando confronto com outros associados e até com um grupo de torcedores, Palmeron Mendes Filho entrou no salão pela porta dos fundos, que estava fechada e foi aberta por seguranças apenas para sua entrada.

Ao ser chamado na mesa de votação, Palmeron foi vaiado e xingado por muitos presentes.

VEJA O VÍDEO ABAIXO !

AÇÕES À REVELIA
Outro voto polêmico foi o do advogado Milton Fernandes Alves, que é tido como responsável por vários processos trabalhistas que correram à revelia causando inúmeros prejuízos para o clube.

Milton Fernandes Alves também votou pela manutenção da atual diretoria.

EX-VEREADOR VOTA EM BRANCO
Outra surpresa na votação dessa segunda-feira foi do ex-vereador Cid Ferreira de Souza, um dos principais nomes da Oposição.

Para surpresa de todos, Cid Ferreira absteve-se de votar, gerando, inclusive, desconforto dentro de seu grupo político. Como se diz no meio político, ele ficou 'em cima do muro'.

NENÊ BRITO TAMBÉM VOTA
Condenado judicialmente por ter desviado dinheiro do ex-atacante Ailton Queixada, ex-Guarani e que atuou na Alemanha, o empresário de jogadores Osvaldo Betti foi outro que votou pela manutenção da atual diretoria.

Nenê Brito
Nenê Brito

Conhecido como “Nenê Brito”, ele também tem ação contra o Guarani cobrando comissões de valores que a empresa Magnum aportou no clube.

INTERESSES PESSOAIS
Ou seja, muitos daqueles que votaram a favor da permanência da direção do clube, têm alguma pretensão junto aos atuais dirigentes.

Seja o ex-cartola Palmeron, o advogado Milton Fernandes, o empresário Nenê Brito e o 'ex-vendedor' de publicidade, Anailson Neves.