Mais um clube brasileiro tem bloqueio de transferência pela FIFA

Em decisão dessa semana, o Barra está impedido de registrar jogadores por conta de uma ação promovida pelo Nacional, da Ilha da Madeira

Publicado em 04/09/2020
por Agência Futebol Interior

Lisboa, Portugal, 04 (AFI) - Mais um clube brasileiro está com problema na FIFA, é o Barra Futebol Clube, de Porto Algre, equipe controlada por Fabiano Carpegiani, filho do treinador Paulo César Carpegiani. Em decisão dessa semana na FIFA, o Barra está impedido de registrar jogadores por conta de uma ação promovida pelo Nacional da Ilha da Madeira, de Portugal.

O Barra é uma equipe de formação de jogadores no Rio Grande do Sul, mas sem disputar competições profissionais da Federação Gaúcha.

Rui Alves, presidente do Nacional
Rui Alves, presidente do Nacional

JOGADOR MURILO É O PIVÔ DA POLÊMICA
O desentendimento jurídico surgiu há cerca de três anos quando da contratação do jogador Murilo Souza, havendo uma pendência de 120 mil euros para o clube brasileiro pagar ao Nacional. Tem em vista que, mesmo tendo sido determinado o pagamento por um comitê da FIFA e o Barra não fez o pagamento, a FIFA determinou esse bloqueio.

"O jogador Murilo Souza veio emprestado pelo Nacional em 2017/18, com uma cláusula que o Nacional ficaria com 30% dos direitos financeiros do jogador. Dai o Barra, ao final da temporada, vendeu o Murilo diretamente ao Sporting Braga por 400 mil euros e não pagou os 120 mil ao Nacional. Entramos com uma representação na FIFA e agora o Barra tem que nos indenizar, inclusive com juros e correção", explicou Rui Alves, presidente do Nacional, de forma exclusiva ao Portal Futebol Interior, tecendo críticas ao caráter de Fabiano Carpegiani.

EMPRESÁRIO BRASILEIRO TAMBÉM ESTÁ COBRANDO O BARRA
O empresário brasileiro, Otávio Botelho, que intermediou a transação, também está cobrando uma porcentagem pelo serviço prestado de ter intermediado a transação. A ação contra o Barra tramite na 15a. Vara Cível do Fórum de Porto Alegre-RS.

Atualmente o Barra é presidido por Rafael Maggioni, que se apresenta em suas mídias sociais como "avaliador técnico" do Grupo Carpegiani.

CONFIRA A DECISÃO DA FIFA

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