Brasileiro

Apesar da resistência do Botafogo, Guarani emplaca mais uma

Como se previa, foi um jogo de extrema dificuldade para o Guarani. O Botafogo mostrou-se equipe guerreira, com forte marcação

Publicado em 21/11/2020
por ARIOVALDO IZAC - -

Numa sexta-feira com envolvimento dos dois clubes de Campinas, abaixo foi produzido o texto que retrata o empate sem gols da Ponte Preta diante do Vitória.

Escolha de goleiro é fundamental numa equipe. Em jogo equilibrado, quando o empate se ajustaria bem aquilo que Guarani e Botafogo de Ribeirão Preto apresentaram na noite desta sexta-feira em Campinas, bastou o instável goleiro Darley bater roupa em finalização do meia Murilo Rangel, para que o atacante Júnior Todinho definisse a vitória de virada do Guarani, no Estádio Brinco de Ouro, por 2 a 1.

Afora a deficiência no lance fatal, Darley é hesitante em saída da meta para interceptação de bolas cruzadas, e isso poderia ter custado caro aos botafoguenses se os zagueiros não estivessem atentos em outros lances.

Como se previa, foi um jogo de extrema dificuldade para o Guarani. O Botafogo mostrou-se equipe guerreira, com forte marcação no seu campo defensivo, e com isso impediu que o Guarani pudesse trabalhar a bola e criar chances de gols.

RAFINHA

A rigor, o Botafogo até surpreendeu na primeira oportunidade criada, quando saiu à frente do placar através de cabeçada do atacante de beirada Rafinha, que aproveitou cruzamento de Ronald e indecisão do lateral-direito Cristóvam na jogada, aos três minutos.

Incontinenti, o Guarani deu mostras de ter sentido o gol e a desvantagem poderia ter sido ampliada se providencialmente o goleiro Gabriel Mesquita não evitasse gol do centroavante Wellington Tanque, em defesa de bola aparentemente perdida, mas que o botafoguense acreditou e finalizou.

PABLO EMPATOU

Aquela blitz com tremenda intensidade do Botafogo teria prazo de validade e venceu aos 15 minutos, quando o time deu afrouxada na marcação e disso se aproveitou o Guarani para aumentar a intensidade.

E numa das bolas cruzadas e espirrada na área botafoguense, o polivalente Pablo, do Guarani, apareceu livre de marcação e, em chute cruzado e indefensável, igualou o placar: 1 a 1, aos 17 minutos.

Todavia, três minutos depois, a velocidade do Botafogo nos contra-ataques preocupava o sistema defensivo bugrino. Pois quando Rafinha serviu Ronald nas costas do lateral-esquerdo Bidu, o gol estava desenhado, mas no chute a bola cobriu o travessão.

LESÕES

Pouco depois, lesões dos jogadores Ronald e Naldo do Botafogo começaram a desmontar a estratégia tática do treinador Claudinei Oliveira, pois o time perdeu a referência de velocidade para puxar contra-ataques e o principal ajuste no meio de campo, que era Naldo.

Foi quando prevaleceu o predomínio territorial do Guarani, sem contudo incomodar o goleiro Darney.

No segundo tempo marcado por equilíbrio, a falha do goleiro Darley foi determinante para a derrota de sua equipe, com aproveitamento de Júnior Todinho, no rebote, aos 19 minutos.

Depois disso, apesar do volume de jogo do Botafogo, o Guarani soube se defender, não foi ameaçado, e soube sustentar importante vitória, com mudanças na equipe feitas pelo treinador Felipe Conceição, para evitar queda de rendimento do conjunto.

RECUPERAÇÃO

Agora, com 28 pontos e traçando planejamento jogo a jogo, o Guarani começa a se aproximar daqueles que estão na parte alta da tabela de classificação, e torce para que o projeto de recuperação não seja tarde demais, porque clubes do G4 estão bem distantes.

E o próximo desafio, na próxima terça-feira, será contra o Paraná Clube, que sofreu goleada diante do Juventude.