Após três prorrogações, Croácia é o 13º país diferente a chegar à final da Copa

Entre as 206 nações reconhecidas pela Fifa em seu ranking, o Brasil é a que esteve presente mais vezes em finais

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São Paulo, SP, 11 - Ao bater a Inglaterra por 2 a 1, na prorrogação, nesta quarta-feira, em Moscou, pela semifinal da Copa do Mundo da Rússia, a Croácia tornou-se o 13.º país diferente a chegar a uma final de Mundial. Além disso, os croatas conquistaram outro feito inédito: é a primeira seleção a alcançar a decisão do torneio passando por três prorrogações.

A competição é disputada desde 1930. De lá para cá, foram realizadas 21 edições, contando a da Rússia neste ano. Entre as 206 nações reconhecidas pela Fifa em seu ranking, o Brasil é a que esteve presente mais vezes em finais. Das sete disputas pelo título, ganhou cinco, perdendo apenas para Alemanha, que chegou à decisão em oito oportunidades.

A final que mais se repetiu em 88 anos de história é Argentina x Alemanha, que já se encararam em três oportunidades. Em 1986, 3 a 2 para os argentinos; em 1990, 1 a 0 para os alemães; e em 2014, na Copa realizada no Brasil, melhor para os europeus no tira-teima, que venceram na prorrogação por 1 a 0, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

E nesse período de quase nove décadas, apenas 12 países haviam sentido o gostinho de jogar uma final de Copa do Mundo, assistida por 1 bilhão de pessoas em todo o planeta - audiência registrada na partida derradeira do último Mundial. A Croácia entra agora para esse seleto grupo de nações, já que apenas 6,3% das seleções associadas da Fifa alcançaram essa façanha.

A Croácia chegou a final da Copa do Mundo pela primeira vez na sua história
A Croácia chegou a final da Copa do Mundo pela primeira vez na sua história

MAIS UM FEITO INÉDITO
Mas Luka Modric, Mario Mandzukic e Ivan Rakitic conseguiram chegar à final com um outro feito inédito. Pela primeira vez desde 1986 - quando o sistema de disputa do Mundial passou a ser de fase de grupos, oitavas de final, quartas de final e semifinal - uma seleção chega à final passando por três prorrogações.

Na Rússia, os croatas venceram a Dinamarca nos pênaltis (1 a 1 até o tempo extra) nas oitavas de final; bateram a anfitriã também nas penalidades (2 a 2 nos 120 minutos) nas quartas; e superaram a Inglaterra por 2 a 1, nesta quarta-feira, com gol de Mario Mandzukic no segundo tempo da prorrogação.

Antes disso, todos os 16 finalistas dos oito Mundiais anteriores passaram, juntos, por nove prorrogações. A Croácia sozinha, e em apenas uma Copa do Mundo, esteve em três. A Alemanha, em 1986, venceu o México nas quartas de final apenas nos pênaltis. A outra finalista, Argentina, não precisou passar por esse sufoco.

Em 1990, a Argentina jogou duas vezes o tempo extra e detinha o recorde até a façanha dos croatas: após ganhar de 1 a 0 do Brasil nas oitavas de final no tempo normal, venceu nos tiros livres a Iugoslávia nas quartas de final (depois de persistir empate por 0 a 0); e despacharam a Itália na semifinal, também nas penalidades (1 a 1 até a prorrogação). Naquela edição, a Alemanha, antes da final, passou pela Inglaterra nos pênaltis.

Após passar pela Inglaterra, a Croácia vai enfrentar a França na grande decisão
Após passar pela Inglaterra, a Croácia vai enfrentar a França na grande decisão

OUTROS ANOS
Em 1994, Brasil e Itália ganharam todas as eliminatórias até a decisão. Em 1998, a seleção canarinho passou pela Holanda na semifinal na disputa de pênaltis, após empate por 1 a 1 até a prorrogação. Adversária da final, a França passou pelo Paraguai nas oitavas de final em uma "meia-prorrogação", já que ganhou do Paraguai com o extinto "gol de ouro", aos nove minutos da etapa final do tempo extra, e nas quartas de final mandou a Itália para casa na disputa por pênaltis, depois da igualdade sem gols até a prorrogação.

Em 2002, Alemanha e Brasil disputaram o título vencendo os mata-matas no tempo normal. Em 2006, a Itália bateu a Alemanha na semifinal, com dois gols na prorrogação. Do outro lado da chave, a França passou "limpa" pelos jogos eliminatórios.

Em 2010, Espanha e Holanda superaram todos os adversários nos 90 minutos até decidirem o campeão. Em 2014, Argentina passou pela Holanda na semifinal apenas nos pênaltis, após o 0 a 0 perdurar até a prorrogação. A Alemanha foi para a finalíssima sem sustos.

Agora, a Croácia enfrenta a França - que venceu as oitavas de final, quartas e semifinal sem precisar ir para a prorrogação - na final da Copa do Mundo de 2018, neste domingo, às 12 horas (de Brasília), em Moscou. Um dia antes, no sábado, às 11 horas, em São Petersburgo, Bélgica e Inglaterra disputam o terceiro lugar.