Para Mano Menezes, o Cruzeiro tirou um peso das costas com a ‘vitória valiosa’

Pesava contra a Raposa a eliminação no Mineirão pela Libertadorees e não ter vencido pela Copa do Brasil

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Belo Horizonte – Além de valorizar a vantagem conquistada pelo Cruzeiro com a vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians, o técnico Mano Menezes abriu sua entrevista coletiva nos vestiários do Mineirão com um desabafo:

“Tiramos uma carga de nossas costas”.

O técnico se referiu ao fato de que o time vinha de uma situação ruim no Mineirão ao ser eliminado da Copa Libertadores pelo Boca Juniors-ARG nas semifinais e também por ainda não ter vencido uma vez diante de sua torcida na Copa do Brasil. Empatou por 1 a 1 com Atlético-PR e Palmeiras e perdeu para o Santos, por 2 a 1.

Grande festa de luzes e som antes do jogo no Mineirão, onde Cruzeiro não tinha vencido pela Copa do Brasil
Grande festa de luzes e som antes do jogo no Mineirão, onde Cruzeiro não tinha vencido pela Copa do Brasil

VITÓRIA VALIOSA
Numa análise do jogo, Mano Menezes garantiu ter ficado satisfeito, mesmo com o placar apertado. Mas que vale jogar pelo empate na grande final.

“Temos que considerar que é uma final e que, nestas condições, qualquer vantagem, por mínima que seja, é importante. Não podemos, de repente, desvalorizar uma vitória tão valiosa. Os campeões precisam ser humildes. Sabemos que tivemos pela frente um adversário difícil e muito qualificado. Estamos bem vivos para o segundo jogo” – analisou.

VAI SER DIFERENTE
Ao mesmo tempo que fez elogios ao Corinthians, Mano já projetou uma situação diferente no jogo de volta, na próxima quarta-feira, em Itaquera.

“Esta nossa vantagem força uma mudança de postura deles na volta. Eles vão ter que sair para o jogo, como nós fizemos hoje e muito bem. Eles vão ter que nos atacar. O Fábio não fez nenhuma defesa” - citou.

Mas Mano Menezes não teve dúvida em afirmar que seu time teve amplos méritos nesta vitória. “A gente batalhou em cima deste jogo, fomos criando chances. Fizemos um gol e perdemos outros. Mas vamos esperar o jogo de lá porque ainda tem muito a fazer”.

ESCOLHA OFENSIVA
O técnico precisou responder a vários questionamentos sobre a sua escolha-surpresa pela escalação de Ariel Cabral como volante no lugar de Lucas Lima.

“Queria equilibrar um pouco o setor com um jogador canhoto para dar mais passagem pelo lado esquerdo. Tem dia que nossos volantes têm que armar um pouco mais. O Ariel é um pouco mais meia do que o Lucas, que é mais volante.

O Ariel tem um passe para frente para achar o Rafinha e acho que funcionou bem. Uma escolha de questões estratégicas, porque sabíamos que íamos ter posse de bola e precisaríamos atacar mais” – finalizou.